Farol Santander inaugura a exposição “Riscos e Rabiscos: Lendo a Cidade”

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Com curadoria de Leonel Kaz, mostra reúne cartazes, fotos, painéis, vídeos e interatividade, em projeto cenográfico de Daniela Thomas e Felipe Tassara

Projetos originais de sete artistas evidenciam a singular linguagem visual da cidade de São Paulo na linguagem do pixo, do grafite, da caligrafia, do giz, do lambe-lambe

Letras que estão nas ruas, nas paredes, nos bueiros e nos letreiros serão apresentadas em fotos históricas de Maurício Nahas, José Roberto D´Elboux e Renato de Cara

Fotos: link Créditos: Edson Kumasaka

O Farol Santander, centro de empreendedorismo, cultura e lazer no coração de São Paulo, abre em 12 de julho (sexta-feira) a exposição inédita “Riscos e Rabiscos: Lendo a Cidade”. A mostra apresenta um olhar diferente sobre a contemporânea tipografia urbana de São Paulo, a partir da história dos alfabetos e da escrita. Além disso, reúne da tipografia clássica (o desenho das letras) à contemporânea linguagem das ruas, de letreiros a bueiros encontrados na capital paulista.

Apresentada pelo Ministério da Cidadania e com curadoria de Leonel Kaz, a mostra ocupará os andares 19 e 20 do edifício.

Patricia Audi, vice-presidente executiva de Comunicação, Marketing, Relações Institucionais e Sustentabilidade do Santander ressalta que “a comunicação é o grande instrumento de transformação do mundo e das organizações”. “A compreensão mais ampla da história e da atualidade do código da fala e da escrita, ou seja, do alfabeto, nos motivou a estender esse conhecimento ao grande público e a todos os frequentadores do Farol Santander”, afirma a executiva.

A tipografia clássica revela-se desde que o primeiro homem começou a desenhar riscos e rabiscos em paredes de cavernas, criando escritas, hieróglifos e alfabetos. Na contemporaneidade, a tipografia mostra como São Paulo produz uma linguagem própria, por meio de elementos retratados na exposição, como grafites, lambe-lambes, carimbos, giz, caligrafia, o pixo interpretado em néon e a pintura.

Para Leonel Kaz, curador da exposição, a cidade fala conosco por meio de várias linguagens. “Todos procuramos nos comunicar uns com os outros por meio destes códigos fascinantemente escritos pela história: os alfabetos e os números. O mundo inteiro se articula e existe, convive e produz, ama e cria com palavras. Em São Paulo, temos uma tipografia urbana paulistana singular, que fala conosco. Agora, teremos a oportunidade de falar com ela”, explica.

20º andar
A expografia de “Riscos e Rabiscos: Lendo a Cidade” é dividida em alas. No 20º andar, que abre a exposição, o vídeo “Evolução da Escrita”, de Antonio Curti e Flávio Reis (consultoria de Carlos Horcades) – com estilo clássico e pop, narra a história desde os primeiros riscos e rabiscos nas cavernas, há cerca de 35 mil anos, até nossos dias mostrando como arte, arquitetura e o desenho das letras se entrelaçam.

Na sequência, o visitante encontra a “Sala dos Alfabetos” – uma série de cartazes com alfabetos não latinos; alfabetos criados por artistas brasileiros (a partir da escrita anônima encontrada nas ruas) e alfabetos latinos clássicos e contemporâneos (aplicados à sinalização urbana de São Paulo).

Ainda neste andar, o Grande Salão é dedicado à tipografia urbana da capital paulista. São sete obras originais:

• O grafite de Daniel Melin e o Grafite: Um painel original do artista de São Bernardo do Campo ocupando uma parede de 14 m²;

• Oficina do Giz: Outro painel com 14m², desenvolvido por Cristina Pagnocelli, especialista em técnicas com giz de cera, o mesmo usado nas lousas escolares;

• O Pixo em Neon: Desenvolvido pelo artista multimídia Alexandre Orion, o Pixo Reto de Tony de Marco: o co-editor da Tupigrafia apresenta um díptico multicolorido;

• As letras sobre distintos suportes – tijolo, azulejo e vidro: Painel elaborado por Victor Tognollo, do Estúdio Itálico;

• O retorno e atualidade da Caligrafia, realizado em dois painéis do artista Gui Menga;

• Um grande painel em serigrafia com imagens fotográficas e lambe-lambes em serigrafia de Gilberto Tomé, da GráficaFábrica;
• Um XIS cenográfico ao centro do salão apresenta dois vídeos: “Em Torno do Farol”, que mostra a presença das letras no Centro de São Paulo em fachadas, postes, ruas e calçadas numa produção de João Falztyn e Rodrigo Inada; o outro vídeo é “Hystory of Typography” (História da Tipografia), uma animação sobre a criação das principais fontes de letras, de autoria do canadense Ben Barret-Forrest.
O primeiro andar da exposição se completa com a Oficina de Carimbos, dirigida por Gilberto Tomé e Danilo de Paula, da GráficaFábrica, onde visitantes de todas as gerações poderão participar. Ao fundo da Oficina, as dez capas da revista Tupigrafia, dedicada às artes gráficas brasileiras, coordenada por Claudio Rocha (consultor da exposição) e Tony de Marco.

19º andar
No 19º andar, o projeto cenográfico de Daniela Thomas e Felipe Tassara permite a exploração do espaço com oito grandes curvas estruturadas em metal, com cerca de 200 fotografias em grande formato (em backlight) que mostram a tipografia urbana de São Paulo, no passado e hoje em dia.

1 – Fotos de época, principalmente anos 1940/1950: Diversos registros e olhares de uma época em que a tipografia urbana de cartazes inundava as ruas de São Paulo. As imagens são de Peter Scheier, Alice Brill, Henri Ballot (Instituto Moreira Salles) e ainda acervos da editora Abril e Folha de S. Paulo.

2 – Fotos de Mauricio Nahas: Realizadas especialmente para a exposição, as imagens apresentam uma visão potente e corajosa da tipografia urbana paulistana.

3 – Ensaios fotográficos de Renato de Cara: Uma percepção sensível de como a tipografia anônima, dependendo de quem a vê, se transforma em puro design.

4 – Fotos de José Roberto D’Elboux, de Tipos Paulistanos: D’Elboux criou o site @tipos paulistanos, onde milhares de fotos documentam por quais letras a cidade andou e se viu nos últimos 200 anos.

Ao final, a mostra ainda conta com uma experiência imersiva e interativa, desenvolvida por Antonio Curti e equipe. O visitante poderá entrar em projeções que fundem o próprio corpo às letras, além de experiências individuais interativas com vídeos que simulam escritas em areia de praia, nuvens.

A exposição mostra como a tipografia urbana paulistana é singular, fala conosco. Agora, surgiu a oportunidade de falar com ela, visitando a exposição no Farol Santander e passando a reconhecer no caminho ao trabalho, à escola, como a cidade tem uma linguagem própria que dialoga conosco e enriquece nosso dia-a-dia, quando passamos pelas ruas e calçadas, lendo a cidade.

Ficha Técnica
Curadoria: Leonel Kaz
Artistas participantes:  Ben Barret-Forest, Mauricio Nahas, Daniel Melin, Cristina Pagnocelli, Alexandre Orion, Tony de Marco, Victor Tognollo, Gui Menga, Gilberto Tomé, Danilo de Paula, Renato de Cara e José Roberto D’Elboux
Coordenação Geral: Ana Helena Curti
Cenografia: Daniela Thomas e Felipe Tassara
Design gráfico: Sula Danowski e Natalia Lepsch
Interatividade: Antonio Curti
Consultoria: Claudio Rocha e Carlos Horcades
Produção: Julia Brandão

Sobre Leonel Kaz
Leonel Kaz, jornalista, foi curador do Museu do Futebol. Foi co-autor e editor de 40 livros sobre arte e cultura. Foi Secretário de Cultura e Esportes do Estado do Rio e professor de Cultura Brasileira na PUC/ Rio. No Farol Santander, Leonel já assinou a curadoria da exposição “Deu Liga! UEFA Champions League”.

Sobre o Farol Santander
O Farol Santander, inaugurado no dia 25 de janeiro de 2018, é um dos principais pontos turísticos de São Paulo e com pouco mais de um ano de vida já recebeu mais de 400 mil visitantes e 6 exposições de arte, além de sua programação regular.
As atrações do Farol Santander ocupam 18 andares dos 35 do edifício com 161 metros que, por um longo período, foi a maior estrutura de concreto armado da América do Sul.

As novidades em 2019 incluem as aberturas do Bar do Cofre SubAstor, do Boteco do 28, da Cozinha Top Chef e do Restaurante do 29. Todos estes andares são dedicados à gastronomia, tema que ganha força como um dos eixos temáticos do Farol.
As visitas começam pelo hall do térreo e seguem até o mirante do 26º andar que, após a revitalização, ganhou uma unidade do Suplicy Cafés.

SERVIÇO – FAROL SANTANDER – EXPOSIÇÃO “Riscos e Rabiscos: Lendo a Cidade”
Quando: de 12 de julho a 03 de novembro
Onde: Rua João Brícola, 24 – Centro (estação São Bento – linha 1, azul do metrô)
Entrada acessível: Rua João Brícola, 32
Site Farol Santander: farolsantander.com.br
Funcionamento: terça a domingo
Horários: 09h às 20h (terça a domingo)
Ingressos: R$ 25,00 (visitação completa ao Farol Santander)
site e bilheteria física no local
Capacidade por andar: 60 pessoas
Brigada de incêndio e Seguranças: Efetivo total de 60 pessoas
Banheiros: 2 por andar – 1 masculino e 1 feminino (2º andar, 8º andar, 21º andar, 22º andar, 23º andar, 24º andar e no 26º andar)
Acessibilidade: Banheiros e elevadores adaptados, rampas de acesso
Saídas de emergência

Área restrita