Santander relança fundo Ethical, pioneiro no uso de critérios ESG no País

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  • Fundo terá metodologia global exclusiva de classificação de ativos
  • Gestora do Banco também inicia oferta de produto de previdência baseado em critérios sustentáveis

 São Paulo, 30 de setembro de 2020

A Santander Asset Management (SAM) relança o fundo Ethical, um dos primeiros no País a adotar critérios ESG (ambientais, sociais e de governança corporativa, na sigla em inglês) na escolha dos ativos. A partir de agora, os gestores adotarão uma metodologia proprietária global, que utiliza um ranking para classificar as empresas de acordo com o desempenho nestes critérios e, a partir de então, cria estratégias de investimentos rentáveis e sustentáveis.

Até agora, a SAM utilizava uma metodologia local e contava com um Conselho Deliberativo que a apoiava na análise das empresas que comporiam o fundo. Após o relançamento, uma equipe de oito especialistas, baseada em Madri, analisará as empresas e indicará aquelas que se mostrarem mais aderentes aos parâmetros ESG. Entre os exemplos de critérios que serão considerados estão gestão de recursos naturais, negócios responsáveis, e ética – compromissos e práticas. O que a Asset no Brasil fará é aliar esse levantamento à estratégia elaborada pela equipe de renda variável e criar uma carteira com 25 a 35 empresas.

“Nossa nova metodologia garante a aplicação das melhores práticas internacionais de sustentabilidade à avaliação do potencial de valorização de cada ação”, afirma Gilberto Abreu, CEO da Santander Asset Management. “Plantamos as primeiras sementes com o lançamento do Ethical, em 2001, e aprendemos muito de lá para cá. Agora estamos ajustando a dose de adubo e vamos colher os frutos. O terreno é bastante fértil.”

A adoção da nova metodologia dá à SAM agilidade na tomada de decisão, tanto em momentos críticos quanto para aproveitar oportunidades. O executivo ressalta que a estratégia aplicada ao Ethical prioriza investimentos em companhias que estejam bem classificadas na avaliação ESG (80% da carteira) e com a possibilidade de alocar até 20% do fundo em ações recém-lançadas na Bolsa de Valores (IPOs) e companhias que tenham um potencial de melhorar sua gestão em sustentabilidade.

A SAM optou usar uma metodologia global e proprietária porque não há uma padronização em relação às análises ESG na indústria – o que se vê são diferentes abordagens metodológicas sujeitas à visão do analista, que podem trazer resultados não correlacionados. Segundo Abreu, em muitos casos, as informações socioambientais fornecidas não são consistentes ou geram ineficiências nos modelos de análise. Por isto, a metodologia considera diferentes fontes de informação, já renomadas no mercado, e produz uma matriz que considera tanto o desempenho individual da empresa, quanto a sua comparação no próprio setor.

“O ESG já se tornou um elemento de geração de alfa (retornos acima da média) para os gestores, mas o modelo proprietário nos permite ir além e ter controle sobre o processo e a criação de estratégias adaptadas às necessidades dos clientes”, explica o CEO da SAM.

Previdência

Além do relançamento do Ethical, a Santander Asset Management iniciou a oferta de um fundo de previdência composto por 70% da carteira do fundo e 30% por ativos de renda fixa. O investimento mínimo é de R$ 30,00 e a taxa de administração é de 1,6% ao ano. “Ao ampliar as alternativas de investimentos com viés sustentável, respondemos a uma demanda que é crescente, ao mesmo tempo em que tornamos esses ativos mais líquidos. Ou seja, cumprimos o nosso papel de orientar e engajar investidores e empresas na busca por modelos de atuação mais responsáveis do ponto de vista socioambiental”, avalia Karine Bueno, head de Sustentabilidade do Santander Brasil.

De acordo com o PRI (Principles for Responsible Investment, na sigla em inglês), os fluxos globais para as estratégias ESG em ações, tanto para fundos passivos quanto ativos, permaneceram positivos desde janeiro de 2019, acumulando US$ 135 bilhões em ingresso de recursos, comparado a US$ 318 bilhões de fluxo negativo para todos os demais fundos de ações que não possuem estratégia ESG (até julho de 2020).

Até o primeiro semestre de 2020, o PRI contava com 3.038 signatários, uma alta de quase 30% em relação a 2019 – a Asset no Brasil é integrante desde 2008. Segundo estudo da GS Sustain, esse número representa cerca de US$ 103 trilhões em ativos sob gestão, dos quais mais de 50% estão comprometidos a integrar os aspectos ESG até o final de 2020, para estar em acordo com os requisitos do PRI.

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